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Onze anos depois, PMs suspeitos de matar a engenheira Patrícia Amieiro vão a julgamento


Vítima voltava de uma festa no Morro da Urca, na Zona Sul do Rio, e teve o carro atingido por vários tiros. MP diz que os PMs alteraram o local do crime e sumiram com o corpo da vítima.



Os quatro policiais militares suspeitos da morte da engenheira Patrícia Amieiro vão ser julgados na tarde desta segunda-feira (9). O crime aconteceu há 11 anos, quando ela voltava de uma festa no Morro da Urca, na Zona Sul do Rio. O carro de Patrícia foi encontrado vazio com várias perfurações de bala, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

O julgamento dos policiais já foi adiado duas vezes. O júri popular estava marcado para o dia 5 de setembro, mas precisou ser adiado porque o advogado de um dos réus não compareceu à sessão.

A sessão foi então remarcada para o dia 26 do mesmo mês, mas um dia antes o advogado de um dos réus conseguiu uma liminar para adiar o julgamento mais uma vez. Ele argumentou que era novo no caso e não teve tempo suficiente de apresentar a lista das testemunhas de defesa.

Os réus são os policiais militares Marcos Paulo Nogueira Maranhão e William Luís do Nascimento, que respondem por tentativa de homicídio - porque o corpo nunca foi encontrado - e por alterar o local do crime. Os PMs Fábio Silveira Santana e Márcio Oliveira dos Santos são acusados de fraude processual.




Patrícia Amieiro, de 24 anos, foi morta quando seguia em direção à sua casa, na Barra da Tijuca. em junho de 2008. Na saída do Túnel do Joá, o carro em que ela dirigia foi atingido por uma série de disparos.

As investigações feitas pela Polícia Civil apontaram que os PMs atiraram contra o veículo de Patrícia por acreditarem que o carro era dirigido por traficantes.

De acordo com a investigação, com os tiros, Patrícia perdeu o controle do carro e o veículo bateu de forma violenta contra dois postes e uma mureta, no acesso da ponte que estava logo à frente.

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público, a ação dos policiais provocou as lesões corporais que foram a causa da morte da vítima.

Ainda de acordo com o MP, os policiais militares se associaram para alterar o estado do lugar, retirando o corpo do carro e jogando o veículo na ribanceira para criar falsos fatos e impedir que o homicídio fosse descoberto. A denúncia ainda afirma que os denunciados desapareceram com o corpo da vítima.



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